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Greese 2010


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Paulo Freire

Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.

Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los


fonte: Revista Escola.


Greease


Grécia

GRÉCIA ANTIGA


           Há mais de quatro mil anos, uma região excessivamente acidentada da Península Balcânica passou a abrigar vários povos de descendência indo-europeia. Aqueus, eólios e jônios foram as primeiras populações a formarem cidades autônomas que viviam do desenvolvimento da economia agrícola e do comércio marítimo com as várias outras regiões do Mar Mediterrâneo. Mal sabiam estes povos que eles seriam os responsáveis pelo desenvolvimento da civilização grega. Ao longo de sua trajetória, os gregos (também chamados de helenos) elaboraram práticas políticas, conceitos estéticos e outros preceitos que ainda se encontram vivos no interior das sociedades ocidentais contemporâneas. Para entendermos esse rico legado, estabelecemos uma divisão fundamental do passado desse importante povo.

           No Período Pré-Homérico (XX – XII a.C.), temos o processo de ocupação da Grécia e a formação dos primeiros grandes centros urbanos da região. Nessa época, vale destacar a ascensão da civilização creto-micênica que se desenvolveu graças ao seu movimentado comércio marítimo. Ao fim dessa época, as invasões dóricas foram responsáveis pelo esfacelamento dessa civilização e o retorno às pequenas comunidades agrícolas subsistentes.
           Logo em seguida, no Período Homérico (XI – VIII a.C.), as comunidades gentílicas transformam-se nos mais importantes núcleos sociais e econômicos de toda a Grécia. Em cada genos, uma família desenvolvia atividades agrícolas de maneira coletiva e dividiam igualmente as riquezas oriundas de sua força de trabalho. Com o passar do tempo, as limitações das técnicas agrícolas e o incremento populacional ocasionou a dissolução dos genos.

           Entre os séculos VIII e VI a.C., na Fase Arcaica da Grécia Antiga, os genos perderam espaço para uma pequena elite de proprietários de terra. Tendo poder sobre os terrenos mais férteis, as elites de cada região se organizaram em conglomerados demográficos e políticos cada vez maiores. É aqui que temos o nascimento das primeiras cidades-Estado da Grécia Antiga. Paralelamente, os gregos excluídos nesse processo de apropriação das terras passaram a ocupar outras regiões do Mediterrâneo.

           No período Clássico, que vai do século V até o IV a.C., a autonomia política das várias cidades-Estado era visivelmente confrontada com o aparecimento de grandes conflitos. Inicialmente, os persas tentaram invadir o território grego ao dispor de um enorme exército. Contudo, a união militar das cidades-Estado possibilitou a vitória dos gregos. Logo depois, as próprias cidades da Grécia Antiga decidiram lutar entre si para saber quem imperaria na Península Balcânica.

           O desgaste causado por tantas guerras acabou fazendo de toda a Grécia um alvo fácil para qualquer nação militarmente preparada. A partir do século IV a.C., os macedônios empreenderam as investidas militares que determinaram o fim da autonomia política dos gregos. Esses eventos marcaram o Período Helenístico, que termina no século II a.C., quando os romanos conquistam o território grego.


Egito

EGITO ANTIGO



A Civilização egípcia é datada do ano de 4.000 a.C., permanecendo estável por 35 séculos, apesar de inúmeras invasões das quais foi vítima.


Em 1822, o francês Jean François Champollion decifrou a antiga escrita egípcia tornando possível o acesso direto às fontes de informação egípcias. Até então, o conhecimento sobre o Egito era obtido através de historiadores da Antigüidade greco-romana.





O MEIO AMBIENTE E SEUS IMPACTOS



Localizado no nordeste africano de clima semi-árido e chuvas escassas ao longo do ano, o vale do rio Nilo é um oásis em meio a uma região desértica. Durante a época das cheias, o rio depositava em suas margens uma lama fértil na qual durante a vazante eram cultivados cereais e hortaliças.

O rio Nilo é essencial para a sobrevivência do Egito. A interação entre a ação humana e o meio ambiente é evidente na história da civilização egípcia, pois graças à abundância de suas águas era possível irrigar as margens durante o período das cheias. A necessidade da construção de canais para irrigação e de barragens para armazenar água próximo às plantações foi responsável pelo aparecimento do Estado centralizado. Nilo > agricultura de regadio > construção de obras de irrigação que exigiam forte centralização do poder > monarquia teocrática



EVOLUÇÃO HISTÓRICA



A história política do Egito Antigo é tradicionalmente dividida em duas épocas:



Pré-Dinástica (até 3200 a.C.): ausência de centralização política.



População organizada em nomos (comunidades primitivas) independentes da autoridade central que era chefiada pelos nomarcas. A unificação dos nomos se deu em meados do ano 3000 a.C., período em que se consolidaram a economia agrícola, a escrita e a técnica de trabalho com metais como cobre e ouro.



Dois reinos Alto Egito (sul) e Baixo Egito (norte) surgiram por volta de 3500 a.C. em conseqüência da necessidade de se unir esforços para a construção de obras hidráulicas.



Dinástica:



Forte centralização política Menés, rei do Alto Egito, subjugou em 3200 a.C. o Baixo Egito. Promoveu a unificação política das duas terras sob uma monarquia centralizada na imagem do faraó, dando início ao Antigo Império, Menés tornou-se o primeiro faraó. Os nomarcas passaram a ser “governadores” subordinados à autoridade faraônica.



PERIODIZAÇÃO HISTÓRICA



A Época Dinástica é dividida em três períodos:



Antigo Império (3200 a.C. – 2300 a.C.)



Capital: Mênfis foi inventada a escrita hieroglífica.

Construção das grandes pirâmides de Gizé, entre as quais as mais conhecidas são as de Quéops, Quéfrem e Miquerinos. Esses monumentos, feitos com blocos de pedras sólidas, serviam de túmulos para os faraós. Tais construções exigiam avançadas técnicas de engenharia e grande quantidade de mão-de-obra.

Invasão dos povos nômades: fragmentação do poder Médio Império (c. 2040-1580 a.C.)

Durante 200 anos o Antigo Egito foi palco de guerras internas marcadas pelo confronto entre o poder central do faraó e os governantes locais – nomarcas. A partir de 2040 a.C., uma dinastia poderosa (a 12ª) passou a governar o País iniciando o período mais glorioso do Antigo Egito: o Médio Império. Nesse período:



Capital: Tebas

Poder político: o faraó dividia o trono com seu filho para garantir a sucessão ainda em vida

Poder central controlava rigorosamente todo o país

Estabilidade interna coincidiu com a expansão territorial

Recenseamento da população, das cabeças de gado e de terras aráveis visando a fixação de impostos

Dinamismo econômico

Os Hicsos



Rebeliões de camponeses e escravos enfraqueceram a autoridade central no final do Médio Império, permitindo aos hicsos - um povo de origem caucasiana com grande poderio bélico que havia se estabelecido no Delta do Nilo – conquistar todo o Egito (c.1700 a.c.). Os hicsos conquistaram e controlaram o Egito até 1580 a.C. quando o chefe militar de Tebas derrotou-os. Iniciou-se, então, um novo período na história do Egito Antigo, que se tornou conhecido como Novo Império.



As contribuições dos hicsos foram:



fundição em bronze

uso de cavalos

carros de guerra

tear vertical



Novo Império - (c. 1580- 525 a.C.)

O Egito expulsou os hicsos conquistando, em seguida, a Síria e a Palestina.



Capital: Tebas.



Dinastia governante descendente de militares.

Aumento do poder dos sacerdotes e do prestígio social de militares e burocratas.

Militarismo e expansionismo, especialmente sob o reinado dos faraós Tutmés e Ramsés.

Conquista da Síria, Fenícia, Palestina, Núbia, Mesopotâmia, Chipre, Creta e ilhas do Mar Egeu.

Afluxo de riqueza e escravos e aumento da atividade comercial controlada pelo Estado.

Amenófis IV promoveu uma reforma religiosa para diminuir a autoridade dos sacerdotes e fortalecer seu poder implantando o monoteísmo (acrença numa única divindade) durante seu reino.

Invasões dos “povos do mar” (ilhas do Mediterrâneo) e tribos nômades da Líbia conseqüente perda dos territórios asiáticos.

Invasão dos persas liderados por Cambises.

Fim da independência política.

Com o fim de sua independência política o Egito foi conquistado em 343 a.C. pelos persas. Em 332 a.C. passou a integrar o Império Macedônio e, a partir de 30 a.C., o Império Romano.



ASPECTOS ECONÔMICOS



Base econômica:



Agricultura de regadio com cultivo de cereais (trigo, cevada, algodão, papiro, linho) favorecida pelas obras de irrigação.

Agricultura extensiva com um alto nível de organização social e política.

Outras atividades econômicas: criação de animais (pastoreio), artesanato e comércio.



ASPECTOS POLÍTICOS



Monarquia teocrática:



O governante (faraó) era soberano hereditário, absoluto e considerado uma encarnação divina. Era auxiliado pela burocracia estatal nos negócios de Estado.

Havia uma forte centralização do poder com anulação dos poderes locais devido à necessidade de conjugação de esforços para as grandes construções.

O governo era proprietário das terras e cobrava impostos das comunidades camponesas (servidão coletiva). Os impostos podiam ser pagos via trabalho gratuito nas obras públicas ou com parte da produção.

ASPECTOS SOCIAIS



Predomínio das sociedades estamentais (compostas por categorias sociais, cada uma possuía sua função e seu lugar na sociedade).



O Egito possuía uma estrutura social estática e hierárquica vinculada às atividades econômicas. A posição do indivíduo na sociedade era determinada pela hereditariedade (o nascimento determina a posição social do indivíduo).

A estrutura da sociedade egípcia pode ser comparada a uma pirâmide. No vértice o faraó, em seguida a alta burocracia (altos funcionários, sacerdotes e altos militares) e, na base, os trabalhadores em geral .

A sociedade era dividida nas seguintes categorias sociais:

O faraó e sua família - O faraó era a autoridade suprema em todas as áreas, sendo responsável por todos os aspectos da vida no Antigo Egito. Controlava as obras de irrigação, a religião, os exércitos, promulgação e cumprimento das leis e o comércio. Na época de carestia era responsabilidade do faraó alimentar a população.

aristocracia (nobreza e sacerdotes). A nobreza ajudava o faraó a governar.

grupos intermediários (militares, burocratas, comerciantes e artesãos)

camponeses

escravo

Os escribas, que dominavam a arte da escrita (hieróglifos), governantes e sacerdotes formavam um grupo social distinto no Egito.



ASPECTOS CULTURAIS



A cultura era privilégio das altas camadas.

Destaque para engenharia e arquitetura (grandes obras de irrigação, templos, palácios).

Desenvolvimento de técnicas de irrigação e construção de barcos.

Desenvolvimento da técnica de mumificação de corpos.

Conhecimento da anatomia humana.

Avanços na Medicina.

Escrita pictográfica (hieróglifos).

Calendário lunar.

Avanços na Astronomia e na Matemática, tendo como finalidade a previsão de cheias e vazantes.

Desenvolvimento do sistema decimal. Mesmo sem conhecer o zero, os egípcios criaram os fundamentos da Geometria e do Cálculo.

Engenharia e Artes.

Jogavam xadrez.

ASPECTOS RELIGIOSOS



Politeísmo

Culto ao deus Sol (Amom – Rá)

As divindades são representadas com formas humanas (politeísmo antropomórfico), com corpo de animal ou só com a cabeça de um bicho (politeísmo antropozoomórfico)

Crença na vida após a morte (Tribunal de Osíris), daí a necessidade de preservar o cadáver, desenvolvimento de técnicas de mumificação, aprimoramento de conhecimentos médico-anatômicos.


Reforma e Contra Reforma

Motivos




O processo de reformas religiosas teve início no século XVI. Podemos destacar como causas dessas reformas : abusos cometidos pela Igreja Católica e uma mudança na visão de mundo, fruto do pensamento renascentista.



A Igreja Católica vinha, desde o final da Idade Média, perdendo sua identidade. Gastos com luxo e preocupações materiais estavam tirando o objetivo católico dos trilhos. Muitos elementos do clero estavam desrespeitando as regras religiosas, principalmente o que diz respeito ao celibato. Padres que mal sabiam rezar uma missa e comandar os rituais, deixavam a população insatisfeita.



A burguesia comercial, em plena expansão no século XVI, estava cada vez mais inconformada, pois os clérigos católicos estavam condenando seu trabalho. O lucro e os juros, típicos de um capitalismo emergente, eram vistos como práticas condenáveis pelos religiosos.

Por outro lado, o papa arrecadava dinheiro para a construção da basílica de São Pedro em Roma, com a venda das indulgências (venda do perdão).



No campo político, os reis estavam descontentes com o papa, pois este interferia muito nos comandos que eram próprios da realeza.



O novo pensamento renascentista também fazia oposição aos preceitos da Igreja. O homem renascentista, começava a ler mais e formar uma opinião cada vez mais crítica. Trabalhadores urbanos, com mais acesso a livros, começaram a discutir e a pensar sobre as coisas do mundo. Um pensamento baseado na ciência e na busca da verdade através de experiências e da razão.



Reforma

           O monge alemão Martinho Lutero foi um dos primeiros a contestar fortemente os dogmas da Igreja Católica. Afixou na porta da Igreja de Wittenberg as 95 teses que criticavam vários pontos da doutrina católica. As 95 teses de Martinho Lutero condenava a venda de indulgências e propunha a fundação do luteranismo ( religião luterana ). De acordo com Lutero, a salvação do homem ocorria pelos atos praticados em vida e pela fé. Embora tenha sido contrário ao comércio, teve grande apoio dos reis e príncipes da época. Em suas teses, condenou o culto à imagens e revogou o celibato.

           Martinho Lutero foi convocado as desmentir as suas 95 teses na Dieta de Worms, convocada pelo imperador Carlos V. Em 16 de abril de 1521, Lutero não so defendeu suas teses como mostrou a necessidade da reforma da Igreja Católica.

A Reforma Calvinista

           Na França, João Calvino começou a Reforma Luterana no ano de 1534. De acordo com Calvino a salvação da alma ocorria pelo trabalho justo e honesto. Essa idéia calvinista, atraiu muitos burgueses e banqueiros para o calvinismo. Muitos trabalhadores também viram nesta nova religião uma forma de ficar em paz com sua religiosidade. Calvino também defendeu a idéia da predestinação (a pessoa nasce com sua vida definida).

A Reforma Anglicana

           Na Inglaterra, o rei Henrique VIII rompeu com o papado, após este se recusar a cancelar o casamento do rei. Henrique VIII funda o anglicanismo e aumenta seu poder e suas posses, já que retirou da Igreja Católica uma grande quantidade de terras.

A Contra-Reforma Católica

           Preocupados com os avanços do protestantismo e com a perda de fiéis, bispos e papas reúnem-se na cidade italiana de Trento (Concílio de Trento) com o objetivo de traçar um plano de reação. No Concílio de Trento ficou definido :

- Catequização dos habitantes de terras descobertas, através da ação dos jesuítas;

- Retomada do Tribunal do Santo Ofício - Inquisição : punir e condenar os acusados de heresias

- Criação do Index Librorium Proibitorium (Índice de Livros Proibidos): evitar a propagação de idéias contrárias à Igreja Católica.


Opinião

Férias parceladas!Só faltava essa.

Depois não querem que os professores façam greve

Secretaria de Estado da Educação publicou, no dia 08 de julho, Resolução SE nº 44/2011, que dispõe sobre a elaboração do calendário escolar na rede estadual de ensino.

Em seu artigo 5º, a citada resolução determina que as férias dos professores estaduais devem ser gozadas em dois períodos de 15 dias, de 1º a 15 de janeiro e de 1º a 15 de julho. Só faltava essa!

Os professores necessitam de um período ininterrupto de 30 dias de férias, suficientes para que possam estar com suas famílias e para se recomporem das extenuantes jornadas de trabalho, muitas vezes em mais de uma escola. Também as escolas precisam ficar totalmente vazias por período equivalente para que possam ser realizados os trabalhos de manutenção necessários ao seu bom funcionamento.

Na Resolução, o governo cita supostas “reivindicações de representantes dos profissionais da educação por ocasião de visitas realizadas pelo Secretário aos polos regionais”. Que “profissionais” são esses? Por que, em nenhuma das reuniões e encontros com a APEOESP, legítima representante dos professores, a intenção de adotar tal medida foi sequer citada?

O fato é que a Secretaria Estadual da Educação, ao contrário do que dizem seus dirigentes, não está respeitando a organização da nossa categoria, pretendendo implementar suas políticas não apenas à nossa revelia, mas escolhendo os interlocutores que melhor lhes convém. Tanto assim que, até o momento, ao contrário do prometido, a SEE não convocou a comissão paritária de gestão da carreira, prevista no artigo 25 da lei complementar nº 836/97 (plano de carreira do magistério).

O que os professores, estudantes, funcionários e a comunidade esperam do governo estadual é que tome medidas efetivas para dotar as escolas e o sistema de ensino das condições necessárias a um ensino de qualidade, não medidas que apenas irão causar ainda maior insatisfação e desmotivação em uma categoria já tão atacada em seus direitos fundamentais.

Não vamos aceitar! O departamento jurídico da APEOESP já está estudando que medidas podem ser tomadas contra mais essa decisão autoritária da SEE e vamos lutar por todos os meios pela sua revogação. Estamos dispostos ao diálogo e queremos negociação, mas sabemos lutar pelos nossos direitos e vamos fazê-lo utilizando todos os instrumentos de que pudermos dispor.

                                                                                       Fonte: apeoesp


Pré História

A Pré-História


           Segundo as mais abalizadas pesquisas arqueológicas, os mamíferos começam a surgir na face da terra há cerca de 70 milhões de anos. Em evoluções sucessivas e prolongadas – segundo as teorias de Charles Spencer Darwin – aqueles que se adaptavam melhor sobreviviam, outros sucumbiam e assim ocorreu a diversificação das espécies animais. O animal humano segue nesta trajetória de gradação em gradação, de evolução em evolução. Os mais antigos vestígios de hominídeos encontrados pelos arqueólogos datam de mais de 500 mil anos.

           Desmond Morris causou grande polêmica com seu livro “O Macaco Nu”, lançado no Brasil na década de 60 do século passado. Segundo o Autor, nossa espécie não é dotada de garras afiadas, presas capazes de dilacerar sua caça ou mesmo um couro coberto de pelos protetores contra as intempéries. Esta fragilidade, contudo, é compensada com um cérebro mais desenvolvido que o da maioria dos animais e mãos capazes do movimento de pinça com os dedos, capazes de grande precisão (segundo alguns Autores somente o golfinho tem massa cerebral superior à do ser humano em relação à proporção com sua massa corporal, sua relativa inferioridade reside no fato de não disporem de mãos hábeis como as nossas...).

           O cérebro humano não nasce pronto quando ele vem ao mundo. Segundo Desmond Morris um cérebro plenamente desenvolvido jamais passaria pelo canal vaginal, matando mãe e criança. A maior parte do desenvolvimento cerebral humano ocorre nos primeiros anos de vida da criança, chegando até a adolescência, no período extra-uterino, criando uma grande dependência materna por parte do bebê humano que chega ao mundo.

A Evolução das Espécies

          Charles Darwin viajou pelo mundo no famoso navio Beagle (1831 – 1836) a fim de fazer pesquisas. Ficou fascinado com a diversidade animal e vegetal encontrada. As Ilhas Galápagos o impressionaram sobremodo. Segundo suas observações, chegou à conclusão de que as espécies passariam por mutações e aqueles mutantes melhor adaptados sobreviviam com maior desenvoltura ao universo circundante. Aqueles que não se adaptavam sucumbiam. A isto chamou de “processo de seleção natural”. Mais tarde, Darwin estendeu essa teoria ao ser humano, classificando-o como descendente dos antropóides. As comunidades científica e religiosa do mundo inteiro se opuseram a essa teoria, pois seu limite de consciência possível não permitia admitir que “o homem branco, superior” fosse descendente de macacos. Nem é bem assim: o ser humano guarda laços óbvios de parentesco com os outros antropóides, mas não é “descendente do macaco”...

           Embora as descobertas de Darwin tenha elevada importância histórica, principalmente pela ousadia e pioneirismo, não são definitivas. As pesquisas continuam até hoje lançando novas luzes sobre as origens do homem.

Nossos Ancestrais

           Consensualmente entre os arqueólogos, convencionou-se (até que alguma nova descoberta os contradite) que a mais antiga espécie digna do epíteto “homo” é o Australopithecus, surgido no sul da África há cerca de 3 milhões de anos. Este nosso provável ancestral tinha algumas características semelhantes ao homem moderno e foi capaz de criar os primeiros instrumentos rudimentares. Quando, por processos de mutação, nossos ancestrais passaram a andar sobre dois pés, ficaram não apenas com as mãos livres para fazer e usar objetos como ainda tiveram ampliado o seu campo de visão. O fato de o homem fabricar seus instrumentos é um importante diferencial que o separa definitivamente do reino animal.


Pré-história?

           Tradicionalmente utiliza-se esta expressão para classificar as comunidades humanas historicamente sem escrita. A “história” seria referente ao período em que ocorre a invenção da escrita e chega aos nossos dias. Os mais antigos documentos fenícios, caldeus, sumérios, babilônios e egípcios datam de 6.000 a 5.000 anos. Já o homo sapiens existe há pelo menos 500.000 anos. O surgimento da escrita e o domínio dos metais pressupõe um determinado desenvolvimento das forças produtivas e da capacidade mental do ser humano. O que não significa que isto haja trazido algum benefício social para a grande maioria. A escrita e o domínio dos metais sempre foi privilégio de uma pequena elite...

           Apenas com a Revolução Industrial dos séculos XVIII e XIX ocorreu um esboço de socialização de parte do conhecimento da escrita ficando ainda a propriedade sob controle da classe dominante. Assim, mesmo em nossa sociedade, podemos perceber que este critério de periodização circunscreve muito a abrangência dos termos. Mesmo em nossos dias grandes massas iletradas e despossuídas coexistem com aqueles que têm o pleno domínio da escrita e da propriedade. A descoberta mais revolucionária de nossos ancestrais, que possibilita uma seqüência de outras, foi o controle do fogo!

Paleolítico

           Durante este período, o ser humano era principalmente caçador e coletor: caçava animais para se alimentar e produzir vestimentas com suas peles para se proteger das intempéries; coletava frutos e raízes para complementar sua alimentação. Naquele período, há cerca de 200.000 anos, vários grupos de seres humanos, ou seja, dotados de cultura, já ocupavam grande parte da Europa, o Velho Mundo. Eram grupos do homem de Neandertal, considerado o primeiro homo sapiens (homem com inteligência): tinha a abóbada craniana do mesmo tamanho da de um homem atual, posição do corpo ereta, braços levemente maiores que os do homem moderno, fronte pouco desenvolvida e uma saliência óssea entre a testa e as órbitas oculares. Já tinha domínio sobre o fogo e demonstrava os primeiros sinais de uma linguagem articulada.

           No período entre 40 e 18.000 anos atrás, o homem atingiu grande desenvolvimento cultural. Nessa época, o homem de Cro-Magnon, que difere do homem de Neandertal por ser mais alto e possuir a testa mais desenvolvida, já havia surgido e acumulado também vasta experiência cultural. O homem de Cro-Magnon produzia seus instrumentos com o sílex, uma pedra duríssima cujas lâminas ele utilizava como facas. Ele é considerado pertencente à nossa espécie, ou seja, homo sapiens-sapiens.

O homem da pré-história espalha-se pelo mundo

           Por algum motivo – um dia a historiografia disporá de dados mais concretos para estabelecer uma hipótese plausível – parte de nossos ancestrais deixam a África e se dirigem para a Ásia e o Velho Mundo. Suas atividades fundamentais seguiam sendo a caça, a pesca e a coleta. Esgotados os recursos de um determinado ponto, migravam novamente e assim se espalhou a nossa espécie. Especula-se que o homo neanderthalensis, contemporâneo ao homo sapiens-sapiens tenha entrado em conflitos com esta última espécie (a nossa) e assim sucumbido. Outras versões presumem que um processo de mutação genética malsucedida os tenha levado “naturalmente” à extinção. As pesquisas prosseguem.

Revolução Neolítica

           O domínio sobre o fogo e a habilidade do homo sapiens-sapiens foram gradualmente permitindo-lhe maior controle sobre a natureza, os animais e plantas. Por volta de 10.000 anos atrás nossos ancestrais dão início ao plantio e acumulação de excedentes e à criação de animais para abate e/ou tosquia. Tem início a chamada Revolução Neolítica...


Revolução Neolítica

De caçador a criador, de coletor a agricultor.

           Grupos humanos sofreram essa transformação em momentos diferentes, com intensidade diversa, em diferentes locais do mundo. Até há pouco tempo, sob a influência do evolucionismo e de um marxismo mal digerido, descreviam-se essas passagens como necessárias e positivas. Hoje já se discute, sob a ótica da antropologia, se a felicidade de um grupo depende do gado confinado e da terra domada. Freqüentemente imaginamos ficar o homem mais tranqüilo por ter uma plantação que lhe pertença em contraste com o "selvagem coletor" que tem que sair "procurando" raízes ou frutos. Na verdade, é de se acreditar que, na cabeça do coletor, raízes e frutas lá estão para serem colhidas e não como um acidente, uma eventualidade. O domínio que os coletores tinham do seu ambiente lhes dava um grau de segurança bastante grande para saberem, em determinadas épocas do ano, quais os locais que ofereciam determinados alimentos.

           Autores como Pierre Clastres chamam a atenção para mitos que tomaram corpo pela repetição e não pela evidência. Um deles é o de que, necessariamente, a coleta e a caça seriam atividades primitivas porque inseguras, enquanto a agricultura e a criação engendrariam forte sentimento de segurança material. Como todas as falácias, esta é uma meia verdade, uma vez que a agricultura, enquanto atividade do homem na tentativa de submeter a natureza, corre riscos naturais como secas, pragas e enchentes. Por se constituir em riqueza concentrada, a agricultura atraía a cobiça de vizinhos mais preocupados em atividades de guerra do que de organização agrícola. Já um grupo de coletores vivendo em simbiose com a natureza - ou em parasitos e, como diria algum aluno maldoso - poderia ter uma certeza até maior de sua sobrevivência. Não está em discussão - porque é uma evidência - a importância, o significado histórico das transições, onde elas de fato ocorreram. O que não se pode é, simplesmente, atribuir ao "primitivismo" de um grupo, a seu caráter de "pré-civilizado", a nãoocorrência da passagem de coletor a agricultor.

A revolução agrícola

           Pelos conhecimentos atuais supõe-se que a primeira atividade agrícola tenha ocorrido na região de Jericó, na Cisjordânia (hoje sob a tutela de Israel), num grande oásis junto ao mar Morto, há cerca de 10 mil anos. A crença no Egito como berço da agricultura já não tem tantos seguidores. A dificuldade em estabelecer uma certeza a este respeito decorre da inexistência de documentação indiscutível: os trigais desaparecem com o tempo. Só através de comprovações indiretas - ruínas arqueológicas de silos, onde os cereais eram armazenados - é que se pode tentar datar o início de uma atividade agrícola sistemática.

           De qualquer forma, através de difusão ou de movimentos independentes, supõe-se que o fenômeno tenha surgido também na índia (há 8 mil anos), na China (7 mil), na Europa (6.500), na África Tropical (5 mil) e nas Américas (4.500). Os produtos cultivados variavam de região para região, com a natural predominância de espécies nativas, como os cereais (trigo e cevada), o milho, raízes (batata-doce e mandioca) e o arroz, principalmente. Uma vez iniciada a atividade, o homem foi aprendendo a selecionar as melhores plantas para a semeadura e a promover o enxerto de variedades, de modo a produzir grãos maiores e mais nutritivos do que os selvagens.

           Por que se fala em revolução agrícola? Porque o impacto da nova atividade na história do homem foi enorme. E não se trata apenas de mera questão acadêmica, mas de algo muito real e palpável como o próprio número de seres humanos sobre a face da Terra. De fato, nos sistemas de caça e coleta estabelece-se um controle demográfico resultante da limitação da oferta de alimentos. Não é devido a que não existam alimentos na natureza. Além disso, o caçador e o coletor não podem chegar ao extremo de dizimar suas reservas alimentares (animal ou vegetal) sob pena de prejudicar a reposição ou reprodução; a técnica de caça sendo levada para além de certos limites pode criar um desequilíbrio ambiental. Nós, "civilizados", sabemos disso, pois já conseguimos destruir raças e espécies inteiras de animais, graças a técnicas sofisticadas de caça. Viver em simbiose com a natureza significa, exatamente, respeitá-la.

           Há um outro fator que determinava o controle populacional: em grupos de caçadores e coletores, crianças pequenas constituem empecilhos tanto para a fácil locomoção da tribo (que precisa, como já vimos, ter grande mobilidade) como para a própria obtenção do alimento. Elas não podiam caçar e atrapalhavam as mães nas longas caminhadas que precisavam ser feitas para a busca de raízes, caminhadas tanto maiores quanto maior fosse o grupo e mais tempo estivesse acampado no mesmo local.

           Já na agricultura, a coisa mudava de figura. Mesmo quando transumante, o grupo agrícola tinha que se fixar num local o tempo suficiente para que sua plantação produzisse ao menos uma vez. A área plantada ficava bem próxima ao acampamento, propiciando trabalho com menos locomoção por parte das mulheres. De resto, crianças relativamente pequenas eram utilizadas pelo grupo de maneira a se constituírem em força de trabalho. Locomovendo-se menos, usando as crianças para a agricultura e não tendo limites tão rígidos no suprimento alimentar, os homens passam a se reproduzir mais, causando um crescimento demográfico notável. Com o advento da agricultura, os grupos podem ser maiores, desde que dentro de limites estabelecidos pela fertilidade do solo, quantidade de terra disponível e estrutura organizacional da tribo. Quando o crescimento do grupo entrava em contradição com qualquer um desses fatores, ocorria uma cissiparidade, procurando a tribo derivada - e às vezes até a de origem - outro local. Este processo intenso de subdivisões e deslocamentos iria provocar uma onda de difusão da agricultura e da atividade pastoril. Acredita-se, portanto, que durante muito tempo a atividade agrícola não fixou em definitivo o homem ao solo; apenas o deixou mais sedentário do que quando coletor e caçador.

           A transumância foi uma característica importante do início da revolução agrícola. E, por conseqüência, a difusão cultural também caracterizou essa revolução: podemos imaginar inúmeros grupos reproduzindo-se e subdividindo-se, plantando e criando, invadindo espaços de caçadores e coletores, convivendo entre si ou em guerras, ou ensinando e submetendo os habitantes da região ocupada. Não se pode pensar em agricultores "respeitando" a cultura de coletores, aceitando seu próprio desenvolvimento sócio-econômico, aguardando que o crescimento de suas forças produtivas os levasse a se tornarem também plantadores e criadores. Como toda grande revolução da humanidade, esta também teve seus arautos e corifeus, bem como sua massa de cooptados e subjugados.

           A revolução agrícola torna-se quase irresistível. Seu avanço, a partir de poucos focos difusores, atinge áreas cada vez mais extensas, cercadas por contornos marginais, como diz Darcy Ribeiro. Esses contornos vão diminuindo a ponto de se tornarem simples pontos esquecidos pelo avanço da História. O fato é que a revolução agrícola paulatinamente destrói formas de existência anteriores, e os povos que se mantêm coletores são poucos e facilmente assimiláveis às idéias da revolução, quando atingidos.

Começa a “criação”

           O homem aprendeu antes a plantar, a domesticar os animais e criá-los, ou ambas atividades surgiram de maneira simultânea? Fazemos parte da corrente que acredita ter a agricultura precedido à criação. Ainda hoje há tribos de agricultores que não possuem animais domésticos e temos registro de grupos que aliavam a agricultura à caça, enquanto não se tem notícia de criadores que desconheçam a atividade agrícola. Gordon Childe imagina ter se iniciado a criação a partir de alguma seca prolongada no Oriente Médio. Assim, animais que viviam adequadamente com uma baixa precipitação de chuva teriam ficado em situação desesperada, sem água, tendo a necessidade de procurar um oásis em busca de algum alimento ou líquido. Lá já estariam os animais predatórios - em busca de água e caça - e o próprio homem. Sendo o homem agricultor, é possível imaginá-lo permitindo que os animais pastassem em seus campos já colhidos e se alimentassem das hastes de cereais que ficavam no chão. Fracos demais para fugir e magros demais para servirem de alimento, carneiros e bois instalavam-se e eram aceitos pelos homens que teriam estudado seus hábitos, expulsando leões e lobos e eventualmente até lhes oferecendo alguma sobra de cereal como alimente complementar. Em troca, os animais teriam sido domesticados, habituandose à presença do homem, confiando nele (no que cometeram um evidente erro de avaliação). O gado confinado funcionava como uma reserva de caça, no início. Aos poucos o homem teria estabelecido critérios no abate dos animais. Sem alarde, teria passado a abater apenas o necessário à sua alimentação. Preservando os mais dóceis e matando os não-domesticáveis, ia promovendo uma criação seletiva.

           Em alguns casos a criação continua sendo atividade complementar: pequeno número de animais, alimentados por pastos naturais em volta do aldeamento e por restos de colheita em diferentes épocas do ano. Com jovens não muito úteis para outras atividades atuando como pastores, a vida econômica do grupo não sofre muitas alterações, continuando baseada na atividade agrícola organizada. O fato de a criação ter existido ou existir quase como atividade única em povos da Arábia ou da Ásia Central não significa, portanto, que eles não tenham passado pela revolução agrícola antes do início de sua atual atividade pastoril.

De qualquer forma, é difícil estimar a data do início de sua atual economia. Vasilhas de couro em vez de potes de cerâmica e tendas de couro em vez de paredes de alvenaria não deixam resquícios que possam fornecer base aos arqueólogos. Vale, nesse caso, a capacidade de dedução a partir de casos semelhantes. E, Dor que não, uma boa dose de imaginação.

Existiria uma “cultura neolítica”?

           Não se deve pensar que a passagem da atividade coletora para a agrícola tenha-se dado de uma maneira brusca ou através de um toque de mágica. Deu-se, antes, através de um longo processo que inclui cuidadosa percepção dos fenômenos naturais, elaboração de teoria causa/efeito e doses de acidentalidade. Um grão caído na terra começa a germinar e é observado em seu crescimento por algumas mulheres que estão coletando na área: aí temos, provavelmente, a base da transformação.

           Que essa transformação teria sido lenta, não se duvida. Afinal, entre saber que os vegetais crescem se plantados, e conseguir organizar uma plantação racional e rentável, existe uma longa distância que passa pela necessidade de alteração de padrões de comportamento já arraigados. A convivência da agricultura com a coleta deve ter sido o fenômeno mais comum durante muito tempo.

           O fato é que a economia simples de produção de alimentos provocará grande transformação no grupo. Pela primeira vez haverá um excedente a ser armazenado. Isto não decorre da vontade manifesta dos membros do grupo ou de algum sentimento de usura, mas da própria realidade ditada pela natureza: os grãos produzidos ficam maduros de uma só vez numa certa época e não ao longo do ano. Entretanto, deverão ser consumidos lentamente, em refeições distribuídas pelo ano todo. Além disso, parte da colheita deverá servir de semente na próxima semeadura. O grupo precisa mudar sua atitude com relação ao alimento: começa a planejar e a poupar; começa também a construir silos, depósitos adequados para armazenamento dos grãos.

           Só um evolucionista fanático e obtuso poderia imaginar realidades culturais idênticas a partir de vivências tão distintas. Se na Europa Ocidental a agricultura nômade foi predominante, em Creta e na Tessália mesmo os aldeamentos mais antigos parecem ter sido permanentes. Alguns grupos tinham na caça uma atividade central, outros na criação, enquanto para terceiros a carne era desprezível como alimento. As mesmas diferenças se estabeleciam no que se refere ao tipo de cereal predominante, à característica do artesanato, às práticas e rituais, e assim por diante. Assim, em vez de cultura neolítica, seria mais correto referir-se às culturas neolíticas, no plural. Esta foi a base das primeiras civilizações.


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